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É mais fácil responder se quem nasceu primeiro foi o ovo ou a galinha. Mas a melhor é: Definir é delimitar.

11 de agosto de 2009

Servir e os mordomos

Estranho, amigos céticos, como às vezes nos "adonamos" das instituições das quais participamos?
Só porque participamos não quer dizer que somos donos.

Afinal, quem não participa ou não colabora tem seus motivos.

Será que quem participa é melhor do que aquele que não o faz?

Pensemos.

Os mordomos, na Ordem DeMolay trazem esse simbolismo para nossa reflexão. No final das contas, somos apenas servidores das instituições e aprender a ver o público como não-privado é o maior desafio para quem vive em grupo.

Um amplexo.

9 de maio de 2009

"Quem sabe faz a hora"

Amigos céticos,

Têm reparado como as pessoas entraram numa de tudo pra agora?
Isso me assusta, partindo do princípio que o tempo não existe objetivamente.
Como assim? Ora, repare como o tempo passa...
Se você estiver fazendo algo que gosta, tudo passa rapidim; agora se é desagradável, parece uma eternidade.
Pensando bem, se o tempo não existe mesmo, veremos que algo igual ocorre com o amanhã. Ele existe? Quimera... E o passado? Esse, já foi (lembrança).
Pô, que cara chato, não me deixou nada. NADA??? Mas você agora tem a seu dispor a maior maravilha do Universo em todos os tempos: o A-GO-RA.
Na verdade, acabamos nos movendo com tamanha velocidade entre os diversos pontos A e B de nossas vidas que não curtimos os trajetos.
Essa doença tem apenas uma cura conhecida: a plana atenção, ou seja, você tem que ter consciência do que faz. Trocando em miúdos, é dar valor às pequenas coisas, que deixam e ser pequenas e nos levam a algo maior. Treinar a paciência também seria uma boa ferramenta.
Ninguém disse que seria fácil... Isso só ocorre porque esquecemos de viver naturalmente.
Ah, e o título?
Devemos apenas ter cuidado para não cairmos no marasmo de achar que tudo está bom, mas buscar a mudança dentro do possível no Universo.
Ainda voltarei a esse tema expresso no título (ou não)
Aguardemmm.
Quase esqueci, podemos resumir isso naquela frase conhecida e bucólica: "Carpem Diem"

1 de maio de 2009

"Um copo de água fria"

Amigos céticos,

Uma questão que muito tem me intrigado é a carência das pessoas e a contradição decorrente disso.
Quando se encontra alguém confiável, o que é raro, dividem-se intimidades de uma maneira muito rápida, ao ponto de se chamar de amigo alguém que mal conhecemos.
Apesar dessa necessidade, as pessoas não estão dispostas a ouvir o que as outras têm a dividir.
Nesse cenário confuso, estão os demolays e os cavaleiros em especial. Digo em especial, porque os cavaleiros assumem o compromisso de levar um copo de água fria em um mundo tão sedento.
E o que cada um de nós tem feito para auxiliar as pessoas? Pelo compromisso assumido, aparecem situações e pessoas que acabam requerendo essa confiança.
Nós temos sido dignos dessa confiança?
Se não for isso que estiver ocorrendo, vale repensar o olhar...
Lembremos que um dos princípios da organização é o da fraternidade universal e devemos estar, por isso, sensiblizados para as necessidades de nossos irmãos e irmãs, lembrando que somos, antes de tudo, "servidores".
Bom feriado e namastê!

Por que cético?

Amigos céticos,

Alguns de vocês devem se perguntar por que Diário Cético.
Tudo começou quando li um livro chamado "Ensaios céticos" de Bertrand Russel. O ponto de vista cético apontado pelo autor aponta para uma visão de mundo aberta sempre a novas interpretações, ou seja, sem aquelas visões "certas" ou "erradas" diante do mundo.
Procuro caminhar, eu também, dessa forma. Quando a certeza tenta me tomar, geralmente há problemas, porque esqueço que não sou o dono da verdade.
A palavra diário pressupõe algo feito diariamente, mas não escrevo assim porque tenho mais o que fazer... (risos)
Cada um de nós vê a verdade por um prisma, isso é que é importante. Se existir uma verdade maior, como acreditamos (ao menos) desde Platão, somente em momentos de meditação e/ou integração a Algo Maior que vislumbramos um pouco dessa luz.
Espero ter explicado a contento e trazido um pouco de luz concernente à questão.

Saudações céticas e namastê (o Sagrado em mim saúda o Sagrado em ti!)

17 de abril de 2009

O vaso de porcelana

Essa é para reflexão, não estou a fim de comentar...

O vaso de porcelana

O Grande Mestre e seu guardião dividiam a administração de um mosteiro Zen. Certo dia, o guardião morreu e foi necessário substituí-lo imediatamente.

Assim, o Grande Mestre reuniu os discípulos para escolher quem teria a honra de trabalhar diretamente ao seu lado:

- Vou apresentar um problema – disse o Mestre. E aquele que resolver primeiro, será o novo guardião do templo.

Terminado o seu curtíssimo discurso, colocou um banquinho no centro da sala. Em cima do banquinho, pôs um vaso da mais cara porcelana, com uma rosa vermelha a enfeitá-lo. Em seguida falou:

- Eis o problema – disse o Grande Mestre.

- Os discípulos contemplavam, perplexos, o que viam:- os desenhos sofisticados e raros da cara porcelana, a frescura e a elegância da flor, e tudo isso em cima de um banquinho comum.
Afinal, o que representava aquilo?
O que fazer?
Qual o enigma?

Após longos minutos de expectativa sobre o enigma, um dos discípulos levantou-se, olhou o mestre e os alunos à sua volta.
Caminhou resolutamente até o vaso e atirou-o ao chão, destruindo-o completamente.
- Você é o novo guardião – disse o Mestre para o discípulo.

Todos ficaram perplexos e sem voz. Assim que voltou ao seu lugar, o Grande mestre explicou:
Eu fui bem claro! Disse que vocês estavam diante de um problema. Não importa quão belo e fascinante seja: um problema é sempre um problema e precisa ser eliminado. Um problema não deixará de ser um problema até que seja combatido. Pode ser um vaso de porcelana valioso; um grande amor, que já não faz sentido; um caminho que precisa ser abandonado ou retomado... mas insistimos em percorrê-lo porque nos traz conforto e/ou acomodação.

Só existe uma maneira de lidar com um problema: atacando-o de frente. Nessas horas, não se pode ter medo, acomodação ou piedade, nem tão pouco ser tentado pelo lado fascinante que qualquer conflito carrega consigo.

O VASO DE PORCELANA (COELHO, P., Contos do alquimista, fascículo 01).