Quem sou eu?

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É mais fácil responder se quem nasceu primeiro foi o ovo ou a galinha. Mas a melhor é: Definir é delimitar.

16 de outubro de 2011

Ritos de passagem/Iniciação

Ouvi esse texto no deMocast
A reflexão é bem interessante... Todo dia é uma iniciação...
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Nos caminhos da grande roda da vida,
Ainda estou por concluir alguns ritos
De iniciação.
É bem verdade que já
Cumpri alguns deles com humildade
E determinação
E continuo cumprindo no dia-a-dia,
Faz parte do aprendizado...
Contudo, o mais importante desses
Ritos é a lapidação do meu ser, do meu
Interior que teima em continuar bruto,
Tal qual um rochedo...
O trabalho diário é árduo nessa lapidação
E creio sinceramente que se tornará
Polido quando chegar o momento de
Minha transição,
Cumprindo, enfim, minha última
Iniciação
E, assim, as Rosas florescerão...
Enquanto isso meu ser“Ora et Labora.”
Elias Akhenaton

4 de setembro de 2011

Momento poiésis


Eu te odeio. Por quem és, por quem somos nós. Nós que atas. Atas de algo mal escrito. Escrito, que registra o óbvio. Óbvio, que o amor nao mostra. Mostra, que expoe o torto. Torto, que destrói a forma. Forma, que você nao vê. Vê, que você se liberta. Liberta, que veja a verdade. Verdade, que é como gota. Gota, que flui do oceano. Oceano, do mar sem fim. Fim, que pode ser um começo. Começo, que é o raiar do dia. Dia, que é louco. Louco, que é o fugir. Fugir, que é a saida. Saida, que é a porta. Porta, que leva ao nada. Nada, que é o fundo. Fundo, que é o breu. Breu, que não me toca. Toca, que me encondo. Escondo, que não adianta. Adianta, que não chega. Chega, que não aguento mais.

9 de março de 2011

O compromisso

Amigos céticos,

Vemos diversos jovens desejando ingressar nas Ordens. Todos desejam algo que nem sempre proporcionamos. Quais os valores mais queridos? União e fraternidade.

O que é ser fraterno? Como desenvolver a união? Perguntas difíceis de responder, ainda mais de praticar. Tentemos trazer luz às questões.

Fraterno, vem de frater, que significa irmão. Todos sabemos dos laços que nos unem através de nossas iniciações. Ser fraterno, então, é buscar o que temos em comum como irmãos, além do fato de sermos membros de uma fraternidade, somos membros de uma maior: a fraternidade humana.

A união, definida como "junção de duas coisas ou pessoas", no dicionário on-line Priberam, surge da fraternidade. Se trabalhamos à Glória da Fraternidade, para que ela seja gloriosa; então, estamos em união. Mas seria só isso? Não. Precisamos visualizar e nos esforçar para que o grupo encontre e decida um objetivo comum e nos dediquemos a isso com constância e vontade.

Apresento a seguir mais sugestões para o trabalho:

- Lembremos que cada membro possui aptidões ou inclinações por "herança, cultura e desejo". Por isso, conhecer seu perfil pode ajudar na indicação de tarefas.

- O que temos feito para tornar nossas reuniões mais agradáveis, afinal, estamos em família?Críticas, quando necessárias, precisam ser antecipadas por elogios e pelo reconhecimento de que temos nossos entraves também.

- Muitas vezes, o silêncio é a que de melhor temos a oferecer. Não aquele silêncio que termina ao final da reunião e gera comentários nada edificantes fora dela, mas um silêncio que surge a partir de nossas reflexões ao aprendermos, desenvolvendo sabedoria, com (o que julgamos serem) erros alheios.

- Se saímos das reuniões piores do que entramos, sempre, é hora de se reavaliar quais os reais objetivos do grupo para aquele dia e porque não foram cumpridos, não sem antes promover a autoavaliação.

- Linda a fraternidade quando colocada em prática com os irmãos! Mas como se reconhecem os irmãos? "Quem são meus irmãos e irmãs?" "Pelas boas obras" e não só pelas belas palavras e gestos simbólicos. Isso implica que a fraternidade real é a universal (repito) e que nossas (nem sempre) pequenas reuniões são apenas um laboratório.

- Discutamos ideias, não pessoas. Sempre digo aos meus alunos: Opinião é como c...abelo. Cada um com o seu. Estamos em busca da Verdade e ela faz como o Sol: Não pode ser vista por todos o tempo todo, nem de uma só vez. Se revela, então, a todos, de maneira distinta.

Que possamos trabalhar para ouvir ao final da temporal viagem: "Bom e fiel servo, entre para as dádivas do Senhor!"

Momento poesia

Quando defino, definho.
E se não defino?

25 de fevereiro de 2011

O voluntariado adulto e a Ordem DeMolay

O voluntariado adulto e a Ordem DeMolay

Vivemos um momento relativamente novo na Ordem DeMolay: houve a criação de duas estruturas, a meu ver, complementares: a liderança adulta e a liderança juvenil.
Falaremos mais da primeira, por uma questão didática, pois ambas precisam trabalhar juntas para que a Ordem possa ter e colocar um projeto (seja nacional, estadual, regional ou capitular).

O que é a liderança adulta? É o conjunto dos voluntários adultos da Ordem, com o objetivo básico de aconselhar a liderança juvenil e auxiliá-la a elaborar e executar os projetos.

Aproveito para listar mais algumas questões para reflexão:

1. Por que digo que a liderança adulta tem uma função consultiva? Porque ela é formada por homens que já tem uma situação de vida mais estável e podem até dedicar mais tempo, diferente dos mais jovens, que precisam lidar com questões de estudos, como vestibulares. Apesar disso, os jovens precisam “colocar a mão na massa” para aprender e se tornarem “uma liderança inteligente e consagrada”. Então, qual o caminho? É trazer a experiência com a humildade para aprender (adultos) e trocar informações com aqueles que já trilharam um pouco mais na estrada da vida. (jovens). Ou seja, o jovem não será um mero executor de ordens nem os adultos meros administradores da “casa”. O projeto deve ser pensado e executado com a participação das duas estruturas.

2. A Ordem DeMolay deve promover um trabalho de simbiose com a Maçonaria. É duro reconhecer, mas precisamos dos tios. Já vimos como ficou a Ordem nos States sem esse apoio essencial. Se a Ordem lá enfrenta um declínio, talvez essa seja uma das razões disso. Temos, em nossas fileiras, muitos tios que tem algo de bom (além da disponibilidade aos sábados) para oferecer, mas são subutilizados. Eles, muitas vezes querem auxiliar e acabam interferindo e devem ser gentilmente orientados quanto a isso.

3. A Ordem DeMolay não é uma organização paramaçônica juvenil. Defendo há anos esse ponto de vista, que pode ser explicado de uma maneira muito simples: embora precisemos do apoio efetivo dos tios para a nossa Ordem, é necessário esclarecer que as lideranças maçônicas (venerável, grande mestre, etc.) não são necessariamente lideranças da Ordem. Nossas lideranças maçônicas membros da ordem demolay tem apenas como pré-requisito básico a plenitude dos direitos maçônicos (mestre maçom), por uma questão provavelmente maçônica, não demolay, pois de uma maneira geral, todos os maçons, para nós, são membros da maçonaria dita regular, indistintamente.

4. Os seniores demolays, quando não-membros dos Conselhos Consultivos ou outra parte da estrutura (se tiverem o perfil e a disponibilidade, algo que dificilmente ocorre, infelizmente) são visitantes da Ordem, especialmente em seu próprio Capítulo. Tem o direito de ficarem calados e não devem ser considerados hour-concours. Sugiro até que sentem no ocidente, afinal, ser sênior não é nenhum mérito. Qualquer demolay, se não morrer, chega a essa idade. Por outro lado, é interessante que o sênior se dê conta que o Capítulo (ou outra estrutura) mudou e que a sua época de ativo (muitas vezes dita ‘de ouro’, mas quase sempre nem tanto) já passou e talvez seja melhor apoiar a Ordem e o Capítulo de outras formas que não sejam se dizendo como se faz, afinal, a maioria das situações requer o aprendizado através da experiência.

5. Precisa ocorrer um pacto entre as lideranças adultas e juvenis em torno de uma meta comum. Temos visto que começa a acontecer um distanciamento entre os objetivos das lideranças. Lembremo-nos da máxima de que “casa dividida não permanece de pé”. Se continuarmos nesse caminho atual, dividindo forças, uma anulará a outra e não chegaremos a lugar algum.

6. Falta treinamento à liderança adulta. É fato sabido que a liderança adulta (e a juvenil também) anda escassa. Porém, se queremos ter uma Ordem com voluntários adultos capacitados, precisamos investir nisso nos eventos e quem sabe, deixar de perdermos tempo discutindo as questões políticas da Ordem que interessam a tão poucos. O maçom precisa descobrir que as regras de funcionamento das duas ordens (demolay e maçonaria) são distintas, mas só aprenderá isso, inicialmente, com treinamentos.

Essas são minhas reflexões, em um caráter genuinamente pessoal, não refletindo a visão das estruturas às quais pertenço.

Amplexos a todos.