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27 de janeiro de 2014

Sou Primeiro Conselheiro e agora?

Prezados leitores céticos,

Uma das questões que sempre me intrigou nessa "escola de líderes", leia-se Ordem DeMolay, é a existência de uma função chamada Primeiro Conselheiro. Antes do surgimento deste cargo, temos uma pré-história. Tio Land, em sua escola dominical no porão de sua casa, como "ministro", em 1900, tinha um vice presidente o que demonstra a preocupação de Dad Land com a divisão de tarefas.

Em 15 de abril de 1919, quando foi eleita a primeira diretoria da associação DeMolay, vemos a figura de dois vice presidentes, chamados de Vigilantes. Vale lembrar que nessa época nosso ritual ainda não existia. Não se pode negar que o primeiro nome do cargo demonstra uma influência maçônica em nossa Ordem.

Quando o primeiro grupo de 18 jovens foi iniciado e instalado como oficiais pelos tios maçons, estes vestidos de branco, o nome do cargo passa a ser Primeiro Conselheiro.

E chegamos ao nosso destino, o porquê da função.

Se observarmos as grandes empresas, repararemos que elas também seguem esse modelo de liderança compartilhada, para mostrar que as grandes decisões devem ser tomadas em equipe e que os líderes devem se aconselhar uns com os outros. (Duas cabeças pensam melhor do que uma)

Voltando às nossas fontes, vemos na Cerimônia de Instalação de Oficiais:
"Irmão (nome do irmão) você foi eleito por seus Irmãos ao segundo cargo mais alto do Capítulo, e será o seu dever presidir na eventual ausência do Mestre Conselheiro. É necessário, portanto, que esteja plenamente qualificado a preencher não somente o seu posto particular, mas também o seu superior imediato.(grifo meu)(...)" 
Percebemos que o cargo, então seria, uma preparação para substituição do Presidente, no caso o Mestre Conselheiro.

Texto de sentido parecido também é encontrado no Regulamento Geral do SCODB, mencionando o dever de substituição do Mestre Conselheiro, estabelecendo, inclusive, uma "hierarquia" entre os três Conselheiros.

Vemos no Guia de Recursos do Líder DeMolay que uma função que pode ser delegada ao Primeiro Conselheiro é a supervisão de parte das comissões do Capítulo, juntamente com o Segundo Conselheiro. Isso porém não é suficiente, embora possa ajudar, como veremos em seguida.

Então, vamos às nossas divagações: nenhum líder se mantém eternamente em suas funções (embora alguns políticos brasileiros às vezes esqueçam disso) e por isso, existe algo chamado em algumas empresas de treinamento em serviço. Afirmamos que o Primeiro Conselheiro, salvo motivo de força maior, deve se preparar para ser Mestre Conselheiro.

E quais seriam algumas ações que esse oficial poderia fazer para ter maior chance de sucesso em sua gestão? Eu chamo esse processo de "preparar a sua caminha":

  • Observar o desempenho dos oficiais para a composição de sua futura nominata.
  • Visitar! Capítulos, Lojas, Bethéis, casas dos irmãos... É importante se fazer conhecido, porque se ele quer ser prestigiado em seus eventos, deve prestigiar.
  • Ler sobre a função de Mestre Conselheiro, motivação e liderança
  • Desenvolver o conhecimento a respeito das regras DeMolay (Regulamentos e estatutos)
  • Começar a memorizar as partes de Mestre Conselheiro no ritual
  • Expor seus projetos de gestão para os irmãos, solicitando a opinião e conselhos destes, especialmente daqueles que falam menos (não é o meu caso, eu falo muito).
  • Se possível, presidir uma reunião ritualística e uma administrativa, para avaliar e desenvolver o próprio desempenho.
  • Recomendo, ainda, a leitura do Guia de Procedimentos Parlamentares, que vai auxiliá-lo no processo de gerenciamento de opiniões, para direcionar o consenso no grupo.
Enfim, nossa intenção foi refletir sobre o cargo de Primeiro Conselheiro e que este não seja apenas um oficial que está esquentando a cadeira no Ocidente, mas que utilize os princípios da liderança DeMolay, especialmente o planejamento.

Bibliografia

Cerimônia de Instalação de Oficiais
Guia de Procedimentos Parlamentares
Guia de Recursos do Líder DeMolay
Hi, Dad
Regulamento Geral do SCODB

Amplexos!

14 de janeiro de 2014

Por que existem as ordens?


Pois é...Estamos nós aqui "traveis".

Falaremos hoje sobre dons e espiritualidade ou "Por que existem as ordens"?

Estamos em um momento de transformação da Terra. Mudanças ocorrem em vários níveis, de informação, de clima, de consciência política. E, se o planeta se modifica, nós também estamos mudando (ou precisamos nos modificar).

Cada um de nós precisa buscar algo para servir mais ao próximo, sair daquela vida de novela, umbigo e face, né? Então, para isso, surgem as ordens. Além de guardiãs de um conhecimento ancestral, elas reúnem pessoas dentro de um mesmo propósito. Elas ajudam a desenvolver o sentimento do amor incondicional (ágape), através do sentimento de pertencimento a uma fraternidade.

Vamos aos senões:

1. Algumas sociedades e religiões querem trazer notoriedade a si ao colocar a sua antiguidade em outros povos, sejam os sumérios, ou até mesmo ao Jardim do Éden. Será que ter surgido antes é mais importante do que ter conteúdo?

2. Algumas religiões, mesmo as mais "estudadas", têm esse discurso de "última bolacha do pacote". Como o Espiritismo, por exemplo, vem com o papo de ser a terceira revelação... Ah, para, quantos mensageiros já passaram por essa Terra? E virão tantos outros...

3. Alguns grupos exigem exclusividade. Você tem que ser 100% algo. Geneticamente isso é impossível, já que somos uma mistura de 50% papai e 50% mamãe, que dirá nas questões intelectuais! E já repararam como as pessoas acabam formando a sua própria religião com um pouco de várias? É porque todas são humanas e trazem qualidade e defeitos, como os homens... E antes que alguém me diga que eu tenho mais de um coração, eu diria que há a necessidade do trabalho em várias dimensões, mas... algumas pessoas e alguns lugares não estão prontos para isso.

Saindo dos senões, vamos aprendendo que a espiritualidade não tem religião. Embora cada grupo pertença a uma egrégora, lemos e ouvimos vários relatos que apontam energias trabalhando em locais onde se desconhece sua presença. Podemos citar como exemplo o trabalho de cura promovido por "irmãos" monges franciscanos do astral em centros espíritas, além de falangeiros de umbanda em um culto evangélico. O que importa, eles nos ensinam, é que a nossa religião deve ser a CARIDADE.

E por falar em caridade, surgem os dons. Cada um de nós traz em si, cada vez mais, uma consciência de que a vida não acaba na matéria e é chamado ao servir. É a oportunidade de evoluir mais um pouco, se limpar, como dizem. O senão é a vaidade e lembrar sempre, sempre, precisamos ser instrumentos na "vibe" do mestre Francisco: http://www.youtube.com/watch?v=JN3HstpWZtU

E o legal dessas ordens, é que ali você terá contato com pessoas de diferentes visões religiosas, e isso torna a nossa visão mais rica e porque não, mais tolerante. E o mundo, não é uma mistura?

Namastê!

16 de outubro de 2011

Os mordomos (on the stick!)

Prezados,

Estou com esse projeto engavetado e vamos tentar tirá-lo devagar.

Nosso ponto de partida é que cada oficial no ritual demolay tem o objetivo de nos ensinar qualidades.

Vejamos os primeiros oficiais: os mordomos, pesquisando sua origem, que, infelizmente, não vai até os sumérios...

De acordo com a wikipedia, o mordomo do palácio era um dos mais altos dignitários de alguns estados medievais europeus, nomeadamente dos reinos francos dos séculos VII e VIII, sendo responsável pela administração da casa real.

A designação do cargo tem origem no latim "major domus" (maior ou superior da casa), abreviatura da designação completa do cargo "quasi magister palatii seu major domus regiæ" (por assim dizer, mestre do palácio ou maior da casa do rei).

Durante o século VII, o cargo de mordomo do palácio acabou por se tornar no detentor do verdadeiro poder por trás do trono da Austrásia, a parte setentrional do Reino dos Francos durante a Dinastia Merovíngia.

A partir de meados do período merovíngio, o mordomo passou a deter e a exercer real e efetivamente o poder no que dizia respeito às decisões que afetavam o Reino, reduzindo-se os reis ao desempenho de funções meramente cerimoniais, o que os tornava em pouco mais do que reis nominais e semples figuras de proa. Por esta altura, o mordomo pode ser comparado a um primeiro-ministro de uma moderna monarquia constitucional - concentrando o poder efetivo, em nome de um rei meramente cerimonial - ou das figuras do xogun japonês e do peshwa indiano.

O cargo tornou-se hereditário em favor da família dos pipinidas, de onde saíram poderosos mordomos do palácio, entre os quais Carlos Martel, sendo que nos últimos quatro anos do seu governo nem sequer existiu a figura de um rei, ainda que meramente de fachada, reinando ele próprio com o título de "duque e príncipe dos Francos" (dux et princeps Francorum).
Depois da reunião da Austrásia e da Nêustria num único reino, Pepino, o Breve (mordomo desde 747) tomou a coroa aos merovíngios em 751, fundando uma dinastia de reis carolíngios. O seu filho, Carlos Magno, assumiu um poder ainda maior, ao ser coroado Imperador em 800, tornando-se numa das maiores figuras da história da Europa.

Em outros estados da Europa medieval, como foram os casos dos vários reinos ibéricos, existiram também os cargos de mordomo, segundo o modelo franco.

Ainda segundo a wikipedia, existem três acepções para a função:

1. O mordomo é um empregado doméstico, o chefe dos criados de uma grande casa.
2. Mordomo é também o administrador dos bens de uma irmandade ou confraria ou o organizador (e contribuinte) de uma festa popular, normalmente de cariz religioso.
3. Mordomo foi também um magistrado encarregado de cobrar impostos e de fazer citações e execuções judiciais.

Ainda existe uma passagem que merece nossa atenção em Lucas 16, sobre o mordomo infiel e a
questão do esbanjamento no uso dos bens. Há uma reflexão sobre essa passagem bíblica: http://migre.me/5W5OK

Podemos afirmar que, além de serem os responsáveis pela ativação, em nosso altar, dos símbolos das liberdades religiosa e intelectual, trazem a lição de que precisamos aprender a administrar os bens que estão em nossas mãos. Isso pode ser comprovado pelo Cerimonial de instalação, quando diz: "...muitas oportunidades de desempenhar serviços eficientes e seu próprio cargo lhe ensina que todo trabalho é honrado e digno de fiel desempenho."

Ficam duas lições sobre a função, então: servir e aprender a administrar os bens, não só os
próprios, mas os de outros.

Amplexos!

Ritos de passagem/Iniciação

Ouvi esse texto no deMocast
A reflexão é bem interessante... Todo dia é uma iniciação...
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Nos caminhos da grande roda da vida,
Ainda estou por concluir alguns ritos
De iniciação.
É bem verdade que já
Cumpri alguns deles com humildade
E determinação
E continuo cumprindo no dia-a-dia,
Faz parte do aprendizado...
Contudo, o mais importante desses
Ritos é a lapidação do meu ser, do meu
Interior que teima em continuar bruto,
Tal qual um rochedo...
O trabalho diário é árduo nessa lapidação
E creio sinceramente que se tornará
Polido quando chegar o momento de
Minha transição,
Cumprindo, enfim, minha última
Iniciação
E, assim, as Rosas florescerão...
Enquanto isso meu ser“Ora et Labora.”
Elias Akhenaton

25 de fevereiro de 2011

O voluntariado adulto e a Ordem DeMolay

O voluntariado adulto e a Ordem DeMolay

Vivemos um momento relativamente novo na Ordem DeMolay: houve a criação de duas estruturas, a meu ver, complementares: a liderança adulta e a liderança juvenil.
Falaremos mais da primeira, por uma questão didática, pois ambas precisam trabalhar juntas para que a Ordem possa ter e colocar um projeto (seja nacional, estadual, regional ou capitular).

O que é a liderança adulta? É o conjunto dos voluntários adultos da Ordem, com o objetivo básico de aconselhar a liderança juvenil e auxiliá-la a elaborar e executar os projetos.

Aproveito para listar mais algumas questões para reflexão:

1. Por que digo que a liderança adulta tem uma função consultiva? Porque ela é formada por homens que já tem uma situação de vida mais estável e podem até dedicar mais tempo, diferente dos mais jovens, que precisam lidar com questões de estudos, como vestibulares. Apesar disso, os jovens precisam “colocar a mão na massa” para aprender e se tornarem “uma liderança inteligente e consagrada”. Então, qual o caminho? É trazer a experiência com a humildade para aprender (adultos) e trocar informações com aqueles que já trilharam um pouco mais na estrada da vida. (jovens). Ou seja, o jovem não será um mero executor de ordens nem os adultos meros administradores da “casa”. O projeto deve ser pensado e executado com a participação das duas estruturas.

2. A Ordem DeMolay deve promover um trabalho de simbiose com a Maçonaria. É duro reconhecer, mas precisamos dos tios. Já vimos como ficou a Ordem nos States sem esse apoio essencial. Se a Ordem lá enfrenta um declínio, talvez essa seja uma das razões disso. Temos, em nossas fileiras, muitos tios que tem algo de bom (além da disponibilidade aos sábados) para oferecer, mas são subutilizados. Eles, muitas vezes querem auxiliar e acabam interferindo e devem ser gentilmente orientados quanto a isso.

3. A Ordem DeMolay não é uma organização paramaçônica juvenil. Defendo há anos esse ponto de vista, que pode ser explicado de uma maneira muito simples: embora precisemos do apoio efetivo dos tios para a nossa Ordem, é necessário esclarecer que as lideranças maçônicas (venerável, grande mestre, etc.) não são necessariamente lideranças da Ordem. Nossas lideranças maçônicas membros da ordem demolay tem apenas como pré-requisito básico a plenitude dos direitos maçônicos (mestre maçom), por uma questão provavelmente maçônica, não demolay, pois de uma maneira geral, todos os maçons, para nós, são membros da maçonaria dita regular, indistintamente.

4. Os seniores demolays, quando não-membros dos Conselhos Consultivos ou outra parte da estrutura (se tiverem o perfil e a disponibilidade, algo que dificilmente ocorre, infelizmente) são visitantes da Ordem, especialmente em seu próprio Capítulo. Tem o direito de ficarem calados e não devem ser considerados hour-concours. Sugiro até que sentem no ocidente, afinal, ser sênior não é nenhum mérito. Qualquer demolay, se não morrer, chega a essa idade. Por outro lado, é interessante que o sênior se dê conta que o Capítulo (ou outra estrutura) mudou e que a sua época de ativo (muitas vezes dita ‘de ouro’, mas quase sempre nem tanto) já passou e talvez seja melhor apoiar a Ordem e o Capítulo de outras formas que não sejam se dizendo como se faz, afinal, a maioria das situações requer o aprendizado através da experiência.

5. Precisa ocorrer um pacto entre as lideranças adultas e juvenis em torno de uma meta comum. Temos visto que começa a acontecer um distanciamento entre os objetivos das lideranças. Lembremo-nos da máxima de que “casa dividida não permanece de pé”. Se continuarmos nesse caminho atual, dividindo forças, uma anulará a outra e não chegaremos a lugar algum.

6. Falta treinamento à liderança adulta. É fato sabido que a liderança adulta (e a juvenil também) anda escassa. Porém, se queremos ter uma Ordem com voluntários adultos capacitados, precisamos investir nisso nos eventos e quem sabe, deixar de perdermos tempo discutindo as questões políticas da Ordem que interessam a tão poucos. O maçom precisa descobrir que as regras de funcionamento das duas ordens (demolay e maçonaria) são distintas, mas só aprenderá isso, inicialmente, com treinamentos.

Essas são minhas reflexões, em um caráter genuinamente pessoal, não refletindo a visão das estruturas às quais pertenço.

Amplexos a todos.

30 de janeiro de 2011

Projeto irmão mais velho

Projeto baseado no manual de lideranças, com o objetivo de aumentar a fraternidade nos Capítulos e promover uma maior retenção de membros

A) Objetivo: acompanhar os recém-iniciados, a fim de reduzir a evasão de membros do Capítulo.

B) Metodologia: Cada DeMolay recém-iniciado terá um tutor, chamado de irmão mais velho, preferencialmente iniciado no grau DeMolay, cuja função será acompanhar o tutelado (irmão mais novo) até que este seja iniciado no grau DeMolay.

C) Estrutura - Os seguintes membros compõem a estrutura do projeto:

Consultor do projeto
Gestor do projeto
Tutores
Tutelados

D) Desenvolvimento - O projeto consiste em seis etapas:

Capacitação dos tutores
Iniciação dos tutelados
Acompanhamento dos tutelados pelo tutor e destes pelo coordenador
Relatórios quinzenais dos tutores ao gestor do projeto
Reunião mensal para avaliação do projeto com a presença dos tutores, gestor e consultor
Reunião após a iniciação ao grau DeMolay dos tutelados com o gestor para avaliação final do projeto

O acompanhamento ocorrerá da seguinte forma:

1.

O tutor marcará uma data para sair para algum lugar, ou visitará a casa do tutelado, a fim de se conhecerem melhor,
caso não se conheçam.

2.

O tutor fará um contato com o tutelado, de preferência pessoalmente ou
por telefone, no mínimo uma vez por semana para:

a)

Após cada reunião, a partir do dia seguinte, o tutor questionará o tutelado a respeito da avaliação dele do evento, buscando os pontos positivos e negativos e orientando-o no que for necessário;
O tutor informará técnicas que auxiliem o tutelado a memorizar para a realização do exame de proficiência do grau iniciático;

No caso de falta do tutelado, questionar os motivos da ausência, auxiliando-o, caso precise.

Quinzenalmente, os tutores farão relatório escrito ao gestor do projeto, relatando o desenvolvimento dos itens a, b e c.
O trabalho do tutor se encerra quando o tutelado for iniciado no grau DeMolay.
Como forma de estreitar laços entre os tutelados e tutores, estes poderão entregar a gravata longa após a iniciação daqueles no grau DeMolay.
Os tutores que cumprirem com sucesso todas as etapas podem receber uma premiação, que será divulgada ao final do projeto.

* Existe a possibilidade de os tutelados não terem conhecimento do
projeto, apenas ao final.

Sugestões de critérios de montagem da equipe tutor-tutelado:

E)

1. Tutor morar próximo ao tutelado

2. Idade próxima

3. Afinidade

Perfil DeMolay

Amigos céticos,

Ainda falando do assunto demolay...

Observando os membros de nossas células (Capítulos), reparei que existem quatro perfis de membros e um dos motivos de sucesso pode ser colocá-los adequadamente, de acordo com a sua área de melhor desenvolvimento.

Descobrir isso não é difícil, basta conversar e ouvir os interesses de cada membro.

Então, vejamos os quatro tipos, lembrando que se você, leitor, identifica algum tipo além desses, comente!

Vale lembrar que um desses predomina em nós, mas devemos desenvolver todas as nossas potencialidades na Ordem.

O primeiro tipo? Aquele que gosta de eventos, como festas. Organizar festas e/ou divulgá-las é com ele. Às vezes já organiza eventos fora da Ordem.

O segundo, é o ritualista. Estudar, memorizar e até buscar possíveis (às vezes, impossíveis) significados esotéricos é com ele. Geralmente não se identifica com o perfil gerencial.

O terceiro tipo é o administrador. Funções administrativas no Capítulo atraem o seu interesse. Geralmente não é muito chegado ao estudo profundo do ritual.

O quarto, é o tipo filantropo. Qualquer área que envolva auxílio, seja aos irmãos ou não, desperta o seu interesse. Pode não ter perfil gerencial, mas é visto como alguém sensível, irmão para qualquer hora.

Não há como pensar a Ordem se não existir a fraternidade como elo entre todos esses tipos, senão teremos uma empresa,somente. Daí a importância na hora de selecionar o irmão para alguma função.


12 de setembro de 2010

Instrução em pílulas sobre Conselhos Consultivos (1)

Prezados amigos,

Comecei a desenvolver um material explicativo a respeito do Conselho Consultivo e gostaria de compartilhar com vocês.

1. O que é Conselho Consultivo?

É um organismo da liderança adulta*1 composto no mínimo por 06 (seis) membros:
maçons ou seniores DeMolays. (Art. 27 do estatuto do Capítulo e Art.435 do RGSCODB*2)

2. Quais as principais funções de um Conselho Consultivo?

Observar o cumprimento da legislação da Ordem DeMolay (Estatutos, Regulamentos,
etc.) (Art. 27 do estatuto do Capítulo) e pugnar pela regularidade de atuação do Capítulo no
cumprimento da legislação e das obrigações a ele cabíveis, inclusive o número de membros;

(Art.437 do RGSCODB2)

Auxiliar no crescimento do número de membros do Capítulo; (idem)

Representar o Capítulo em seu conjunto e interesses na Loja Patrocinadora; (idem)

Orientar e instruir os membros do Capítulo. (idem)

Aplicar as sanções disciplinares contidas no RGSCODB2 (Art.437 do RGSCODB2)

Exercer o direito a voto nos casos eletivos estabelecidos na legislação (Art.444 do

RGSCODB2).

Indicar membros do Capítulo e do Conselho Consultivo para prêmios e honrarias.

3. Qual a sua estrutura dos cargos de um Conselho Consultivo?

Não existe na legislação demolay uma estrutura obrigatória de funções, exceto
as de Presidente e Consultor de Capítulo, no entanto, são sugeridas em apostilas outras
funções de aconselhamento, tais como: recrutamento de membros; esportes; serviço
comunitário; relações fraternais; levantamento de fundos; premiações e reconhecimento;
ritualística; transportes, dentre outras. (apostila do Capítulo Coração de Estudante- Brasília)

4. Como ocorre a nomeação do Conselho?

Em uma reunião da Loja Maçônica patrocinadora, mediante critério de conveniência,
respeitada a regularidade dos membros indicados em sua respectiva loja e obediência
(quando maçons) ou Capítulo DeMolay. (quando seniores) (Art.435 do RGSCODB2)

5. Como são distribuídas as funções no Conselho?

Os membros são eleitos entre si para diversos cargos e Comissões, especialmente o
Presidente (não é a Loja que o nomeia!!!) e o Consultor do Capítulo.

A indicação e a eleição precisam ser ratificadas devidamente pelo Oficial Executivo da
Jurisdição.

6. Quanto tempo dura uma gestão do Conselho Consultivo?

O período administrativo do Conselho Consultivo do Capítulo será de um ano, sujeito à
reindicação pelo Corpo Patrocinador. (Art.435 § 2º do RGSCODB2)

*1.Nível de liderança da Ordem DeMolay formado somente por maçons e seniores demolays, eleitos ou
nomeados.
*2. Regulamento Geral do Supremo Conselho da Ordem DeMolay para o Brasil.

9 de abril de 2009

DeMolay no Rio : problemas e propostas de soluções

Questões sobre a Ordem para reflexão:

1. O último foco tem sido instrução. Quantos irmãos nas células (Capítulos e Conventos) realmente se interessam por isso? Qual a importância? Ora, se você não é bem instruído, não sabe onde você está, ou seja, os objetivos do grupo a que pertence. O que nos leva ao segundo ponto.
2. Qual tem sido a função da Ordem hoje? Qual o retorno que está sendo oferecido aos jovens? Qual a diferença que a Ordem está fazendo para os membros?
3. Aprendi há algum tempo que a Ordem nasceu como instituição voltada para a filantropia (um clube, na verdade, pois a ideia de se tornar Ordem veio depois). O que temos feito?
4. Apoio dos adultos? Em um grupo sem objetivo, cheio de atrasos e desorganizado, fica difícil...

Proponho algumas soluções:

1. Criar algum treinamento direcionado às lideranças juvenis, a fim de criar um "planejamento padrão" de instrução capitular e de plano de metas, com avaliação constante.
2. Atividades voltadas ao universo jovem como um grupo de estudos escolares e quem sabe (com sorte) sobre a Ordem, entre outros.
3. Sensibizar os membros para a vocação filantrópica da Ordem, com visitas mensais a uma instituição (ah, isso é paternalismo, que seja, mas é melhor que nada) ou promovendo campanhas.
4.Apoio dos Conselhos Consultivos. O caminho possível é que os seniores ocupem os Conselhos, desde que se comprometam e tenham o perfil. Não resolve, mas ajuda.

Terminando, o mais importante, na minha opinião, é dividir as boas experiências (nos congressos, por exemplo, que não têm tido muita função) e que cada grupo perceba a a sua vocação e de seus membros, além daquela do local em que está inserido.