Amigos céticos,
Têm reparado como as pessoas entraram numa de tudo pra agora?
Isso me assusta, partindo do princípio que o tempo não existe objetivamente.
Como assim? Ora, repare como o tempo passa...
Se você estiver fazendo algo que gosta, tudo passa rapidim; agora se é desagradável, parece uma eternidade.
Pensando bem, se o tempo não existe mesmo, veremos que algo igual ocorre com o amanhã. Ele existe? Quimera... E o passado? Esse, já foi (lembrança).
Pô, que cara chato, não me deixou nada. NADA??? Mas você agora tem a seu dispor a maior maravilha do Universo em todos os tempos: o A-GO-RA.
Na verdade, acabamos nos movendo com tamanha velocidade entre os diversos pontos A e B de nossas vidas que não curtimos os trajetos.
Essa doença tem apenas uma cura conhecida: a plana atenção, ou seja, você tem que ter consciência do que faz. Trocando em miúdos, é dar valor às pequenas coisas, que deixam e ser pequenas e nos levam a algo maior. Treinar a paciência também seria uma boa ferramenta.
Ninguém disse que seria fácil... Isso só ocorre porque esquecemos de viver naturalmente.
Ah, e o título?
Devemos apenas ter cuidado para não cairmos no marasmo de achar que tudo está bom, mas buscar a mudança dentro do possível no Universo.
Ainda voltarei a esse tema expresso no título (ou não)
Aguardemmm.
Quase esqueci, podemos resumir isso naquela frase conhecida e bucólica: "Carpem Diem"
Questões e opiniões sobre liderança, filmes, DeMolay, AMORC, entre outros que eu estiver a fim.
Quem sou eu?
- Adalberto Martins
- É mais fácil responder se quem nasceu primeiro foi o ovo ou a galinha. Mas a melhor é: Definir é delimitar.
9 de maio de 2009
1 de maio de 2009
"Um copo de água fria"
Amigos céticos,
Uma questão que muito tem me intrigado é a carência das pessoas e a contradição decorrente disso.
Quando se encontra alguém confiável, o que é raro, dividem-se intimidades de uma maneira muito rápida, ao ponto de se chamar de amigo alguém que mal conhecemos.
Apesar dessa necessidade, as pessoas não estão dispostas a ouvir o que as outras têm a dividir.
Nesse cenário confuso, estão os demolays e os cavaleiros em especial. Digo em especial, porque os cavaleiros assumem o compromisso de levar um copo de água fria em um mundo tão sedento.
E o que cada um de nós tem feito para auxiliar as pessoas? Pelo compromisso assumido, aparecem situações e pessoas que acabam requerendo essa confiança.
Nós temos sido dignos dessa confiança?
Se não for isso que estiver ocorrendo, vale repensar o olhar...
Lembremos que um dos princípios da organização é o da fraternidade universal e devemos estar, por isso, sensiblizados para as necessidades de nossos irmãos e irmãs, lembrando que somos, antes de tudo, "servidores".
Bom feriado e namastê!
Uma questão que muito tem me intrigado é a carência das pessoas e a contradição decorrente disso.
Quando se encontra alguém confiável, o que é raro, dividem-se intimidades de uma maneira muito rápida, ao ponto de se chamar de amigo alguém que mal conhecemos.
Apesar dessa necessidade, as pessoas não estão dispostas a ouvir o que as outras têm a dividir.
Nesse cenário confuso, estão os demolays e os cavaleiros em especial. Digo em especial, porque os cavaleiros assumem o compromisso de levar um copo de água fria em um mundo tão sedento.
E o que cada um de nós tem feito para auxiliar as pessoas? Pelo compromisso assumido, aparecem situações e pessoas que acabam requerendo essa confiança.
Nós temos sido dignos dessa confiança?
Se não for isso que estiver ocorrendo, vale repensar o olhar...
Lembremos que um dos princípios da organização é o da fraternidade universal e devemos estar, por isso, sensiblizados para as necessidades de nossos irmãos e irmãs, lembrando que somos, antes de tudo, "servidores".
Bom feriado e namastê!
Por que cético?
Amigos céticos,
Alguns de vocês devem se perguntar por que Diário Cético.
Tudo começou quando li um livro chamado "Ensaios céticos" de Bertrand Russel. O ponto de vista cético apontado pelo autor aponta para uma visão de mundo aberta sempre a novas interpretações, ou seja, sem aquelas visões "certas" ou "erradas" diante do mundo.
Procuro caminhar, eu também, dessa forma. Quando a certeza tenta me tomar, geralmente há problemas, porque esqueço que não sou o dono da verdade.
A palavra diário pressupõe algo feito diariamente, mas não escrevo assim porque tenho mais o que fazer... (risos)
Cada um de nós vê a verdade por um prisma, isso é que é importante. Se existir uma verdade maior, como acreditamos (ao menos) desde Platão, somente em momentos de meditação e/ou integração a Algo Maior que vislumbramos um pouco dessa luz.
Espero ter explicado a contento e trazido um pouco de luz concernente à questão.
Saudações céticas e namastê (o Sagrado em mim saúda o Sagrado em ti!)
Tudo começou quando li um livro chamado "Ensaios céticos" de Bertrand Russel. O ponto de vista cético apontado pelo autor aponta para uma visão de mundo aberta sempre a novas interpretações, ou seja, sem aquelas visões "certas" ou "erradas" diante do mundo.
Procuro caminhar, eu também, dessa forma. Quando a certeza tenta me tomar, geralmente há problemas, porque esqueço que não sou o dono da verdade.
A palavra diário pressupõe algo feito diariamente, mas não escrevo assim porque tenho mais o que fazer... (risos)
Cada um de nós vê a verdade por um prisma, isso é que é importante. Se existir uma verdade maior, como acreditamos (ao menos) desde Platão, somente em momentos de meditação e/ou integração a Algo Maior que vislumbramos um pouco dessa luz.
Espero ter explicado a contento e trazido um pouco de luz concernente à questão.
Saudações céticas e namastê (o Sagrado em mim saúda o Sagrado em ti!)
17 de abril de 2009
O vaso de porcelana
Essa é para reflexão, não estou a fim de comentar...
O vaso de porcelana
O Grande Mestre e seu guardião dividiam a administração de um mosteiro Zen. Certo dia, o guardião morreu e foi necessário substituí-lo imediatamente.
Assim, o Grande Mestre reuniu os discípulos para escolher quem teria a honra de trabalhar diretamente ao seu lado:
- Vou apresentar um problema – disse o Mestre. E aquele que resolver primeiro, será o novo guardião do templo.
Terminado o seu curtíssimo discurso, colocou um banquinho no centro da sala. Em cima do banquinho, pôs um vaso da mais cara porcelana, com uma rosa vermelha a enfeitá-lo. Em seguida falou:
- Eis o problema – disse o Grande Mestre.
- Os discípulos contemplavam, perplexos, o que viam:- os desenhos sofisticados e raros da cara porcelana, a frescura e a elegância da flor, e tudo isso em cima de um banquinho comum.
Afinal, o que representava aquilo?
O que fazer?
Qual o enigma?
Após longos minutos de expectativa sobre o enigma, um dos discípulos levantou-se, olhou o mestre e os alunos à sua volta.
Caminhou resolutamente até o vaso e atirou-o ao chão, destruindo-o completamente.
- Você é o novo guardião – disse o Mestre para o discípulo.
Todos ficaram perplexos e sem voz. Assim que voltou ao seu lugar, o Grande mestre explicou:
Eu fui bem claro! Disse que vocês estavam diante de um problema. Não importa quão belo e fascinante seja: um problema é sempre um problema e precisa ser eliminado. Um problema não deixará de ser um problema até que seja combatido. Pode ser um vaso de porcelana valioso; um grande amor, que já não faz sentido; um caminho que precisa ser abandonado ou retomado... mas insistimos em percorrê-lo porque nos traz conforto e/ou acomodação.
Só existe uma maneira de lidar com um problema: atacando-o de frente. Nessas horas, não se pode ter medo, acomodação ou piedade, nem tão pouco ser tentado pelo lado fascinante que qualquer conflito carrega consigo.
O VASO DE PORCELANA (COELHO, P., Contos do alquimista, fascículo 01).
Assim, o Grande Mestre reuniu os discípulos para escolher quem teria a honra de trabalhar diretamente ao seu lado:
- Vou apresentar um problema – disse o Mestre. E aquele que resolver primeiro, será o novo guardião do templo.
Terminado o seu curtíssimo discurso, colocou um banquinho no centro da sala. Em cima do banquinho, pôs um vaso da mais cara porcelana, com uma rosa vermelha a enfeitá-lo. Em seguida falou:
- Eis o problema – disse o Grande Mestre.
- Os discípulos contemplavam, perplexos, o que viam:- os desenhos sofisticados e raros da cara porcelana, a frescura e a elegância da flor, e tudo isso em cima de um banquinho comum.
Afinal, o que representava aquilo?
O que fazer?
Qual o enigma?
Após longos minutos de expectativa sobre o enigma, um dos discípulos levantou-se, olhou o mestre e os alunos à sua volta.
Caminhou resolutamente até o vaso e atirou-o ao chão, destruindo-o completamente.
- Você é o novo guardião – disse o Mestre para o discípulo.
Todos ficaram perplexos e sem voz. Assim que voltou ao seu lugar, o Grande mestre explicou:
Eu fui bem claro! Disse que vocês estavam diante de um problema. Não importa quão belo e fascinante seja: um problema é sempre um problema e precisa ser eliminado. Um problema não deixará de ser um problema até que seja combatido. Pode ser um vaso de porcelana valioso; um grande amor, que já não faz sentido; um caminho que precisa ser abandonado ou retomado... mas insistimos em percorrê-lo porque nos traz conforto e/ou acomodação.
Só existe uma maneira de lidar com um problema: atacando-o de frente. Nessas horas, não se pode ter medo, acomodação ou piedade, nem tão pouco ser tentado pelo lado fascinante que qualquer conflito carrega consigo.
O VASO DE PORCELANA (COELHO, P., Contos do alquimista, fascículo 01).
9 de abril de 2009
DeMolay no Rio : problemas e propostas de soluções
Questões sobre a Ordem para reflexão:
1. O último foco tem sido instrução. Quantos irmãos nas células (Capítulos e Conventos) realmente se interessam por isso? Qual a importância? Ora, se você não é bem instruído, não sabe onde você está, ou seja, os objetivos do grupo a que pertence. O que nos leva ao segundo ponto.
2. Qual tem sido a função da Ordem hoje? Qual o retorno que está sendo oferecido aos jovens? Qual a diferença que a Ordem está fazendo para os membros?
3. Aprendi há algum tempo que a Ordem nasceu como instituição voltada para a filantropia (um clube, na verdade, pois a ideia de se tornar Ordem veio depois). O que temos feito?
4. Apoio dos adultos? Em um grupo sem objetivo, cheio de atrasos e desorganizado, fica difícil...
Proponho algumas soluções:
1. Criar algum treinamento direcionado às lideranças juvenis, a fim de criar um "planejamento padrão" de instrução capitular e de plano de metas, com avaliação constante.
2. Atividades voltadas ao universo jovem como um grupo de estudos escolares e quem sabe (com sorte) sobre a Ordem, entre outros.
3. Sensibizar os membros para a vocação filantrópica da Ordem, com visitas mensais a uma instituição (ah, isso é paternalismo, que seja, mas é melhor que nada) ou promovendo campanhas.
4.Apoio dos Conselhos Consultivos. O caminho possível é que os seniores ocupem os Conselhos, desde que se comprometam e tenham o perfil. Não resolve, mas ajuda.
Terminando, o mais importante, na minha opinião, é dividir as boas experiências (nos congressos, por exemplo, que não têm tido muita função) e que cada grupo perceba a a sua vocação e de seus membros, além daquela do local em que está inserido.
1. O último foco tem sido instrução. Quantos irmãos nas células (Capítulos e Conventos) realmente se interessam por isso? Qual a importância? Ora, se você não é bem instruído, não sabe onde você está, ou seja, os objetivos do grupo a que pertence. O que nos leva ao segundo ponto.
2. Qual tem sido a função da Ordem hoje? Qual o retorno que está sendo oferecido aos jovens? Qual a diferença que a Ordem está fazendo para os membros?
3. Aprendi há algum tempo que a Ordem nasceu como instituição voltada para a filantropia (um clube, na verdade, pois a ideia de se tornar Ordem veio depois). O que temos feito?
4. Apoio dos adultos? Em um grupo sem objetivo, cheio de atrasos e desorganizado, fica difícil...
Proponho algumas soluções:
1. Criar algum treinamento direcionado às lideranças juvenis, a fim de criar um "planejamento padrão" de instrução capitular e de plano de metas, com avaliação constante.
2. Atividades voltadas ao universo jovem como um grupo de estudos escolares e quem sabe (com sorte) sobre a Ordem, entre outros.
3. Sensibizar os membros para a vocação filantrópica da Ordem, com visitas mensais a uma instituição (ah, isso é paternalismo, que seja, mas é melhor que nada) ou promovendo campanhas.
4.Apoio dos Conselhos Consultivos. O caminho possível é que os seniores ocupem os Conselhos, desde que se comprometam e tenham o perfil. Não resolve, mas ajuda.
Terminando, o mais importante, na minha opinião, é dividir as boas experiências (nos congressos, por exemplo, que não têm tido muita função) e que cada grupo perceba a a sua vocação e de seus membros, além daquela do local em que está inserido.
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