Amigos céticos,
Como vocês já devem saber, sou membro da Ordem DeMolay.
Até aí, morreu neves.
O que eu questiono que alguns irmãos valorizam em demasia o que é secreto na organização. Chamo a isso de secretismo.
Estava participando de um evento hoje e expus meu ponto de vista a respeito. Ei-lo:
Qual o verdadeiro segredo de uma organização fraternal?
Será que é a transmissão de certas palavras, sinais ou toques, como os cristãos, no início, que se reconheciam pelo desenho de um peixe?
Será que é a divisão de funções e a escolha de líderes? Ou seria um pin, ou carteirinha?
Na verdade, todos esses elementos são importantes, mas nenhum explica melhor do que a história que vi em um desenho de minha infância, "Cavalo de fogo". Há um episódio no qual os sits, um grupo de magos de uma cidade, tem um segredo. A vilã do desenho tenta descobrir esse segredo a todo custo e daí começa a capturá-los um a um. Quase todos se enfraquecem e morrem, quando a vilã captura o último. Então, eles revelam seu segredo e se recuperam seu poder:
Só têm poder quando estão juntos.
Há uma pergunta que é feita aos demolays que resume isso bem: Quando perguntarem quantos vocês são, respondam: Somos apenas um.
Então, o que torna as fraternidades diferentes não é o segredo, pois senão, quem lesse um ritual seria demolay, ou rosacruz, ou maçom, etc.
O segredo é o sentimento de fraternidade e a prática dessa fraternidade, com o objetivo de torná-la universal, dirigidas a todas as pessoas, sem exceção.
Aliás, essa questão de fraternidade universal (sem dízimo) será tratada posteriormente. (ou não).
Um abraço cético a todos os irmãos e irmãs.
Questões e opiniões sobre liderança, filmes, DeMolay, AMORC, entre outros que eu estiver a fim.
Quem sou eu?
- Adalberto Martins
- É mais fácil responder se quem nasceu primeiro foi o ovo ou a galinha. Mas a melhor é: Definir é delimitar.
6 de setembro de 2009
11 de agosto de 2009
Servir e os mordomos
Estranho, amigos céticos, como às vezes nos "adonamos" das instituições das quais participamos?
Só porque participamos não quer dizer que somos donos.
Afinal, quem não participa ou não colabora tem seus motivos.
Será que quem participa é melhor do que aquele que não o faz?
Pensemos.
Os mordomos, na Ordem DeMolay trazem esse simbolismo para nossa reflexão. No final das contas, somos apenas servidores das instituições e aprender a ver o público como não-privado é o maior desafio para quem vive em grupo.
Um amplexo.
Só porque participamos não quer dizer que somos donos.
Afinal, quem não participa ou não colabora tem seus motivos.
Será que quem participa é melhor do que aquele que não o faz?
Pensemos.
Os mordomos, na Ordem DeMolay trazem esse simbolismo para nossa reflexão. No final das contas, somos apenas servidores das instituições e aprender a ver o público como não-privado é o maior desafio para quem vive em grupo.
Um amplexo.
9 de maio de 2009
"Quem sabe faz a hora"
Amigos céticos,
Têm reparado como as pessoas entraram numa de tudo pra agora?
Isso me assusta, partindo do princípio que o tempo não existe objetivamente.
Como assim? Ora, repare como o tempo passa...
Se você estiver fazendo algo que gosta, tudo passa rapidim; agora se é desagradável, parece uma eternidade.
Pensando bem, se o tempo não existe mesmo, veremos que algo igual ocorre com o amanhã. Ele existe? Quimera... E o passado? Esse, já foi (lembrança).
Pô, que cara chato, não me deixou nada. NADA??? Mas você agora tem a seu dispor a maior maravilha do Universo em todos os tempos: o A-GO-RA.
Na verdade, acabamos nos movendo com tamanha velocidade entre os diversos pontos A e B de nossas vidas que não curtimos os trajetos.
Essa doença tem apenas uma cura conhecida: a plana atenção, ou seja, você tem que ter consciência do que faz. Trocando em miúdos, é dar valor às pequenas coisas, que deixam e ser pequenas e nos levam a algo maior. Treinar a paciência também seria uma boa ferramenta.
Ninguém disse que seria fácil... Isso só ocorre porque esquecemos de viver naturalmente.
Ah, e o título?
Devemos apenas ter cuidado para não cairmos no marasmo de achar que tudo está bom, mas buscar a mudança dentro do possível no Universo.
Ainda voltarei a esse tema expresso no título (ou não)
Aguardemmm.
Quase esqueci, podemos resumir isso naquela frase conhecida e bucólica: "Carpem Diem"
Têm reparado como as pessoas entraram numa de tudo pra agora?
Isso me assusta, partindo do princípio que o tempo não existe objetivamente.
Como assim? Ora, repare como o tempo passa...
Se você estiver fazendo algo que gosta, tudo passa rapidim; agora se é desagradável, parece uma eternidade.
Pensando bem, se o tempo não existe mesmo, veremos que algo igual ocorre com o amanhã. Ele existe? Quimera... E o passado? Esse, já foi (lembrança).
Pô, que cara chato, não me deixou nada. NADA??? Mas você agora tem a seu dispor a maior maravilha do Universo em todos os tempos: o A-GO-RA.
Na verdade, acabamos nos movendo com tamanha velocidade entre os diversos pontos A e B de nossas vidas que não curtimos os trajetos.
Essa doença tem apenas uma cura conhecida: a plana atenção, ou seja, você tem que ter consciência do que faz. Trocando em miúdos, é dar valor às pequenas coisas, que deixam e ser pequenas e nos levam a algo maior. Treinar a paciência também seria uma boa ferramenta.
Ninguém disse que seria fácil... Isso só ocorre porque esquecemos de viver naturalmente.
Ah, e o título?
Devemos apenas ter cuidado para não cairmos no marasmo de achar que tudo está bom, mas buscar a mudança dentro do possível no Universo.
Ainda voltarei a esse tema expresso no título (ou não)
Aguardemmm.
Quase esqueci, podemos resumir isso naquela frase conhecida e bucólica: "Carpem Diem"
1 de maio de 2009
"Um copo de água fria"
Amigos céticos,
Uma questão que muito tem me intrigado é a carência das pessoas e a contradição decorrente disso.
Quando se encontra alguém confiável, o que é raro, dividem-se intimidades de uma maneira muito rápida, ao ponto de se chamar de amigo alguém que mal conhecemos.
Apesar dessa necessidade, as pessoas não estão dispostas a ouvir o que as outras têm a dividir.
Nesse cenário confuso, estão os demolays e os cavaleiros em especial. Digo em especial, porque os cavaleiros assumem o compromisso de levar um copo de água fria em um mundo tão sedento.
E o que cada um de nós tem feito para auxiliar as pessoas? Pelo compromisso assumido, aparecem situações e pessoas que acabam requerendo essa confiança.
Nós temos sido dignos dessa confiança?
Se não for isso que estiver ocorrendo, vale repensar o olhar...
Lembremos que um dos princípios da organização é o da fraternidade universal e devemos estar, por isso, sensiblizados para as necessidades de nossos irmãos e irmãs, lembrando que somos, antes de tudo, "servidores".
Bom feriado e namastê!
Uma questão que muito tem me intrigado é a carência das pessoas e a contradição decorrente disso.
Quando se encontra alguém confiável, o que é raro, dividem-se intimidades de uma maneira muito rápida, ao ponto de se chamar de amigo alguém que mal conhecemos.
Apesar dessa necessidade, as pessoas não estão dispostas a ouvir o que as outras têm a dividir.
Nesse cenário confuso, estão os demolays e os cavaleiros em especial. Digo em especial, porque os cavaleiros assumem o compromisso de levar um copo de água fria em um mundo tão sedento.
E o que cada um de nós tem feito para auxiliar as pessoas? Pelo compromisso assumido, aparecem situações e pessoas que acabam requerendo essa confiança.
Nós temos sido dignos dessa confiança?
Se não for isso que estiver ocorrendo, vale repensar o olhar...
Lembremos que um dos princípios da organização é o da fraternidade universal e devemos estar, por isso, sensiblizados para as necessidades de nossos irmãos e irmãs, lembrando que somos, antes de tudo, "servidores".
Bom feriado e namastê!
Por que cético?
Amigos céticos,
Alguns de vocês devem se perguntar por que Diário Cético.
Tudo começou quando li um livro chamado "Ensaios céticos" de Bertrand Russel. O ponto de vista cético apontado pelo autor aponta para uma visão de mundo aberta sempre a novas interpretações, ou seja, sem aquelas visões "certas" ou "erradas" diante do mundo.
Procuro caminhar, eu também, dessa forma. Quando a certeza tenta me tomar, geralmente há problemas, porque esqueço que não sou o dono da verdade.
A palavra diário pressupõe algo feito diariamente, mas não escrevo assim porque tenho mais o que fazer... (risos)
Cada um de nós vê a verdade por um prisma, isso é que é importante. Se existir uma verdade maior, como acreditamos (ao menos) desde Platão, somente em momentos de meditação e/ou integração a Algo Maior que vislumbramos um pouco dessa luz.
Espero ter explicado a contento e trazido um pouco de luz concernente à questão.
Saudações céticas e namastê (o Sagrado em mim saúda o Sagrado em ti!)
Tudo começou quando li um livro chamado "Ensaios céticos" de Bertrand Russel. O ponto de vista cético apontado pelo autor aponta para uma visão de mundo aberta sempre a novas interpretações, ou seja, sem aquelas visões "certas" ou "erradas" diante do mundo.
Procuro caminhar, eu também, dessa forma. Quando a certeza tenta me tomar, geralmente há problemas, porque esqueço que não sou o dono da verdade.
A palavra diário pressupõe algo feito diariamente, mas não escrevo assim porque tenho mais o que fazer... (risos)
Cada um de nós vê a verdade por um prisma, isso é que é importante. Se existir uma verdade maior, como acreditamos (ao menos) desde Platão, somente em momentos de meditação e/ou integração a Algo Maior que vislumbramos um pouco dessa luz.
Espero ter explicado a contento e trazido um pouco de luz concernente à questão.
Saudações céticas e namastê (o Sagrado em mim saúda o Sagrado em ti!)
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