Questões e opiniões sobre liderança, filmes, DeMolay, AMORC, entre outros que eu estiver a fim.
Quem sou eu?
- Adalberto Martins
- É mais fácil responder se quem nasceu primeiro foi o ovo ou a galinha. Mas a melhor é: Definir é delimitar.
9 de abril de 2009
DeMolay no Rio : problemas e propostas de soluções
1. O último foco tem sido instrução. Quantos irmãos nas células (Capítulos e Conventos) realmente se interessam por isso? Qual a importância? Ora, se você não é bem instruído, não sabe onde você está, ou seja, os objetivos do grupo a que pertence. O que nos leva ao segundo ponto.
2. Qual tem sido a função da Ordem hoje? Qual o retorno que está sendo oferecido aos jovens? Qual a diferença que a Ordem está fazendo para os membros?
3. Aprendi há algum tempo que a Ordem nasceu como instituição voltada para a filantropia (um clube, na verdade, pois a ideia de se tornar Ordem veio depois). O que temos feito?
4. Apoio dos adultos? Em um grupo sem objetivo, cheio de atrasos e desorganizado, fica difícil...
Proponho algumas soluções:
1. Criar algum treinamento direcionado às lideranças juvenis, a fim de criar um "planejamento padrão" de instrução capitular e de plano de metas, com avaliação constante.
2. Atividades voltadas ao universo jovem como um grupo de estudos escolares e quem sabe (com sorte) sobre a Ordem, entre outros.
3. Sensibizar os membros para a vocação filantrópica da Ordem, com visitas mensais a uma instituição (ah, isso é paternalismo, que seja, mas é melhor que nada) ou promovendo campanhas.
4.Apoio dos Conselhos Consultivos. O caminho possível é que os seniores ocupem os Conselhos, desde que se comprometam e tenham o perfil. Não resolve, mas ajuda.
Terminando, o mais importante, na minha opinião, é dividir as boas experiências (nos congressos, por exemplo, que não têm tido muita função) e que cada grupo perceba a a sua vocação e de seus membros, além daquela do local em que está inserido.
Por que não precisamos dos heróis
Amigos céticos,
Trago uma recomendação de dois filmes e reflexões a respeito.
Assisti "Batman, o cavaleiro das trevas" e Watchmen".
Ambos me levaram à reflexão, um olhar sobre o herói nas sociedades modernas.
A fim de comparação, vejamos como o herói era visto: era alguém cujos comportamentos eram algo para ser seguido. O heroi era a referência, o que havia dos ideais mais belos de uma sociedade.
O que se vê hoje, em especial nesses filmes, é a decadência do herói, ou talvez desses valores ideais.
Como se estivesse sendo construído o anti-herói e ele mostrasse não nossas virtudes, mas evidenciasse nossas feridas.
Isso ocorre a tal ponto em "Batman", que a figura do Coringa acaba mais evidenciada que a do homem-morcego.
Aliás, a visão de ser vilão proposta é encantadora: Ser mal apenas por tédio, não por maldade, mas com o objetivo de instalar o caos.
E quantas vezes instalamos o caos.
Resta saber: Depois disso, o que faremos? Reconstruiremos nosso saber diante do mundo destroçado ou viver entre os escombros?
Para variar, a decisão é nossa, por isso, talvez os heróis não sejam suficientes, e por isso, matá-los seria a solução proposta em "Watchmen".
Estamos prontos para tal desafio? Ou viveremos para sempre à espera, morcegando nas muletas da vida?
Cachorros
Tinha dito no post anterior que ninguém chuta cachorro morto. Cada vez que fazemos algo, despertamos a atenção das pessoas ao nosso redor, que reagem das mais diversas formas.
A mais comum seria a da crítica, por julgar que a pessoa não merece o que possui e por ter medo de crescer, tentando impedir, assim, o crescimento do outro.
Ouvi muitas vezes em um lugar que frequento algo assim: "Cada dia oferece novas oportunidades de sermos melhores."
Ser melhor é buscar o crescimento não em detrimento do outro, mas desenvolvendo seus méritos.
Uma frase pseudo-filosófica para refletir: Podemos ficar mais altos levantando-nos ou fazendo com que o outro se abaixe.
A reclamação
Pessoal,
Interessante observar que os seres humanos encontram vários motivos para reclamar.
Isso se deve à sua natural insatisfação diante do que possuem. Tal atitude, é na verdade, uma fuga ao presente e um mecanismo de projeção, seja a um passado glorioso ou a um futuro esplêndido.
Existe um caminho alternativo, que perceber o que está a nossa volta, reconhecer o presente, tirando a "normose" do olhar.
Essa normose caracteriza-se como aquele olhar que não se renova diante do desconhecido, desvalorizando cada momento como se não fosse único (na verdade o é!).
Cumpre renovar-se, adotando a visão das crianças, de experimentação, olhar filosófico e encantamento diante do mundo, como disse Jesus.
8 de abril de 2009
Ninguém chuta cachorro morto
Pois é, vamos nós falar desse assunto, sociedades ditas secretas.
Participo de organizações e tenho lidado com grupos.
Observo alguns olhares equivocados. O pior é achar que a sua organização é o "último biscoito do pacote". Na verdade, qualquer pessoa pode aprender princípios das sociedades ditas secretas sozinha, a diferença é que a organização os têm em um padrão.
Outro aspecto interessante, falado em um curso de que participei é que a organização é auto-excludente. Se observarmos bem, toda sociedade é assim. Depende, inicialmente, da força de vontade do membro a sua permanência ali.
Por outro lado, existem três aspectos a considerar:
1º A recepção aos membros;
2° A liderança eficaz, que consiste em perceber a vocação de cada um no grupo, motivando-o;
3º Contato entre os membros FORA das reuniões.
Nós precisamos perder o medo de divulgar as informações, desmi(s)tificando, se necessário.
Não existe candidato perfeito. Se o fosse, não precisava ingressar na organização.
Vejo também instintos de transformar os grupos em um clubinho. E o engraçado que depois se reclama do número de membros. Paradoxal, não?
Para encerrar, lembremos que não somos donos (nem da verdade) dos grupos de que participamos e que outras opiniões são tão (ou mais) importantes do que a nossa. Nossa função e maior aprendizado é servir e aprender a ouvir, que é mais do que escutar (ah, se o Boit.. lesse isso).
Quanto ao título, reflitam sobre o significado, fica como "palavra de passe" para a próxima.
Namastê!